O ex-petista Paulo de Tarso Venceslau acusou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter montado no início dos anos 90 uma empresa na área de comunicação – a TVT (Televisão do Trabalhador) – em sociedade com os ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, os ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken e o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.

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Para muitos senadores da CPI dos Bingos, que participavam da acareação entre Venceslau e Okamotto, foi uma surpresa. Afinal, a revelação mostrava uma ligação societária de Lula com boa parte da turma do mensalão. Mas a animação durou pouco tempo. Okamotto rebateu Venceslau e disse que não se tratava de uma empresa, mas de uma organização não governamental sem fins lucrativos.

Imediatamente, ao perceber que o presidente Lula estava sendo posto ao lado de companhia tão ruim, o senador Flávio Arns (PT-PR), que integra a tropa de choque do governo na CPI dos Bingos, invocou o Código Civil e a Receita Federal para fazer a distinção entre empresa e organização não-governamental. "Não era uma sociedade. Eram todos eles fundadores de uma ong. Isso é claro e está regulamentado pelo Código Civil", disse Arns.

Mesmo assim, Venceslau afirmou que a TVT fazia contratos sem licitação com as prefeituras dirigidas por petistas para a produção de peças de publicidade.

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