O ex-gerente do restaurante Fiorella Iseílton Carvalho presta depoimento neste momento na Polícia Federal.

O ex-funcionário poderá confirmar ou negar as denúncias feitas pela imprensa de que o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, teria cobrado uma espécie de mesada do empresário e dono do restaurante, Sebastião Augusto Buani, para prorrogar por cinco a concessão de uso do restaurante na Câmara.

Severino disse que o dono do restaurante havia tentado extorquí-lo. O inquérito para investigar a denúncia do presidente da Casa foi aberto, nesta segunda-feira, pela PF e é chefiado pelo delegado Sérgio Menezes. Esse é o primeiro depoimento do caso.

Após prestar depoimento na comissão de sindicância criada na Câmara dos Deputados, o empresário Sebastião Augusto Buani negou que tenha pago propina ao presidente da Casa, Severino Cavalcanti (PP-PE), para continuar explorando o restaurante da Casa. "Eu não tenho dinheiro para pagar nem minhas contas, quanto mais para pagar propina. Eu não paguei propina a ninguém", disse Buani.

Segundo Buani, as denúncias foram feitas por um ex-funcionário seu, de nome Zeílton Carvalho. Por conta própria, informou, ele se demitiu da empresa que explora o restaurante do décimo andar da Câmara. Na avaliação do empresário, o funcionário teria feito as denúncias em troca de vantagens financeiras.