Depois de diversos depoimentos cancelados, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, ouve hoje (8) o ex-dono da corretora Guaranhuns e atual sócio da Stoklos, Lucio Bolonha Funaro. Ele não assinou o termo de compromisso para responder a verdade e teve o habeas corpus preventivo negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.

No depoimento, Funaro disse que não conhece o empresário Marcos Valério e afirmou ter ficado surpreso quando viu, pela televisão, a Guaranhuns sendo acusada de envolvimento no esquema do empresário mineiro. Em nota divulgada em agosto passado, o empresário Marcos Valério declarou que repassou dinheiro para o PL por meio da Guaranhuns.

"Nunca fiquei tão surpreso. Não conheço Marcos Valério, nunca estive com ele, nunca telefonei, não estive na sede da empresa dele em Belo Horizonte nem ele esteve na minha, em São Paulo", ressaltou o empresário.

A Guaranhuns também é suspeita de lavagem de dinheiro e de remessa irregular de divisas para o exterior. Ela atuaria como intermediária, junto com a corretora Bônus-Banval, de repasses de dinheiro das empresas de Marcos Valério de Souza para partidos políticos.

Na CPI dos Bingos, o ex-sócio da Guaranhuns afirmou que não trabalha com operadoras no exterior. No entanto, Funaro reconheceu que "não se recorda" se a empresa fez alguma transferência para offshores.