O ex-controlador do Banco Santos Edemar Cid Ferreira, condenado em primeira instância a 21 anos de prisão por cinco crimes, pode ter até US$ 300 milhões no exterior, diz a administração da massa falida da instituição. A suspeita é dos investigadores que ainda tentam localizar o dinheiro para tentar repatriá-lo. O valor foi calculado com base no rombo que Edemar deixou no banco confrontado com os destinos aparentes de parte do dinheiro.

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Nenhuma indicação de onde esteja esse dinheiro foi descoberta até agora. "Um banqueiro como ele tinha experiência financeira para fazer uma operação sem deixar rastro", disse Vânio Aguiar, o administrador da massa falida. A defesa de Edemar negou a existência desses recursos. Diz que a Justiça Federal bloqueou as contas dele no Brasil e na Suíça e os valores encontrados são "insignificantes" em relação ao que estima a massa falida.

A eventual existência desse valor no exterior é uma má notícia para os credores da instituição, que têm R$ 2,5 bilhões a receber. Além disso, há 300 ações trabalhistas, dívidas tributárias e créditos não habilitados, que elevam o rombo. Por enquanto, o caixa da massa falida dispõe de R$ 220 milhões para pagar o valor conhecido do débito, o que significa que cada credor vai receber 8,8% do que tem direito. Segundo Aguiar, a administração da massa busca formas de elevar esse porcentual.

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