EUA vão sobretaxar exportações brasileiras de fio-máquina

A Comissão de Comércio Internacional norte-americana (ITC, na sigla em inglês) decidiu hoje que as exportações de fio-máquina comum do Brasil e outros seis países (Canadá, Indonésia, México, Moldova, Trinidad e Tobago e Ucrânia) causam danos à indústria local, aprovando a adoção de medidas antidumping para a importação desses insumos. O fio-máquina é usado na fabricação de molas, eletrodos, barras para construção, arames e cabos, entre outros produtos.

Desde 1999, as compras de fio-máquina estão sob regime de salvaguardas no país, quando foram estabelecidas cotas anuais de importação de 5,2 milhões de toneladas. A medida não foi suficiente e as siderúrgicas norte-americanas pediram a abertura de um novo processo de investigação. Em abril deste ano, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos determinou a adoção de sobretaxas de 65,76% para as exportações do Brasil. Para ser aplicada, no entanto, a decisão precisava do aval do ITC.

Três siderúrgicas – Companhia Belgo-Mineira, Gerdau e Barra Mansa, do grupo Votorantim – produzem atualmente o fio-máquina comum no Brasil. Segundo informações da assessoria de imprensa da Belgo, principal produtora de fio-máquina, a empresa não deve ser prejudicada pela medida, porque não exporta esse tipo de insumo para os Estados Unidos.

De acordo com a siderúrgica, as exportações para os EUA são basicamente de fio-máquina especial, produto utilizado na fabricação de pneus radiais e que não está incluído no processo. No ano passado a empresa exportou 260 mil toneladas do produto, dos quais 186 mil toneladas para o mercado norte-americano.

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