Alunos de escolas públicas e particulares, da região do bairro Boqueirão, em Curitiba, são os primeiros a assistirem a peça ?Alô, alô Brasil?, do projeto de educação política para jovens, do Sesi Paraná. Produzida em conjunto com a Fundação de Estudos Sociais do Paraná (Fesp), a peça tem como tema central a cidadania, abordando diversas questões como voto, representatividade política, direitos do consumidor, importância da educação e liberdade de expressão.
A estréia foi no auditório do Sest/Senat, no Boqueirão, onde a peça permanece durante toda esta semana. Depois, será levada ao Guairinha e ao auditório do Colégio Estadual do Paraná. Em setembro, o projeto vai para interior. Estão previstas 60 apresentações.
Escrita por Anna Zétola e Luciana Narciso, a peça trata com diálogos bem humorados e recursos de multimídia, questões como representação política, voto, patrimônio público, cooperação social, justiça e lei, violência, importância do investimento em qualidade da educação, direitos do consumidor, liberdade de expressão.
O projeto é também uma contribuição para que as escolas concretizem a determinação da Resolução 298/98, do Conselho Nacional de Educação, pela qual a Educação tem de envolver, nas suas ações pedagógicas, os princípios político, ético e estético.
O Estado é o Cidadão – Com direção geral de Anna Zétola, ?Alô, alô Brasil? reúne cinco artistas do Grupo de Teatro Atuafesp Empresarial. ?O texto procura transmitir aos jovens, sobretudo, a noção de que o Estado é o cidadão?, explica Anna. Segundo ela, o que se pretende é suscitar no jovem indagações sobre como ele pode atuar objetivamente para modificar a estrutura social insatisfatória e excludente e, ao mesmo tempo, sugerir como resposta a importância de se informar, se instruir e disseminar novas posturas, atitudes e idéias sociais e políticas, enfatizando a importância do voto responsável.
O espetáculo é produzido com estética na qual os jovens possam se identificar, como o humor e a multimída ? que consiste em projeções de animações simultâneas às cenas ao vivo. O pano de fundo para a trama é uma pequena ilha, metáfora do Estado, onde problemas e soluções surgem a cada momento.


