O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou, em reunião extraordinária realizada ontem noite (5), o cálculo da Taxa Referencial (TR), utilizada na remuneração da poupança. A medida provocará uma redução no rendimento da poupança.

Nesta terça-feira (6), ao comentar a decisão do CMN, do qual é presidente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a decisão corrige uma distorção, já que tantoa inflação quanto as taxas de juros estão caindo.

"Todas as taxasde juros estão caindo. A TR tem que acompanhar. Ela é uma taxa móvel e foi feita para refletir uma parte da inflação", explicou o ministro.

De acordo com Mantega, a poupança hoje é um dos ativos que mais vai render no mercado por causa da sua composição. A poupança é um investimento isento de imposto de renda e da taxade administração e rende 6% ao anomais a TR. "A poupança está ganhando bastante na comparação com um ano, dois ou três atrás", disse.

A TR é calculada com base na Taxa Básica Financeira (TBF) que, por sua vez, tem como fundamento a rentabilidade média dos Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e do Recibo de Depósitos Bancários (RDB) de prazo de 30 a 35 dias corridos, emitidos por uma amostra composta pelas 30 instituições financeiras com maior volume de captação desses papéis.

Mesmo com a correção, o ministro garantiuque a poupança ainda é uma aplicação das mais atraentes. "É um ativo quenão corre risco e dá uma bela rentabilidade", afirmou.