Esquema de segurança para visita de Bush envolve operação de guerra

Uma verdadeira operação de guerra é montada em Brasília para a visita de menos de 24 horas do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no fim de semana. Dos muitos pedidos do governo norte-americano, alguns foram atendidos, como a colocação de franco-atiradores nos tetos da estação de autoridades da Base Aérea de Brasília, ao lado de soldados de elite brasileiros. Outros foram negados, como o fechamento do espaço aéreo para todos os vôos, em período que antecede a chegada do presidente ao País, e varreduras em locais específicos da Granja do Torto, residência de Lula.

Ao contrário de ocasiões anteriores, quando as Forças Armadas, e o Exército em particular, assumiram o comando das operações, desta vez o Ministério da Justiça decidiu que controlaria o policiamento e prevenção, por meio da Polícia Federal. Estima-se que pelo menos 500 homens estejam envolvidos na Operação América.

Mas as Forças Armadas apoiarão o trabalho. À Marinha, por exemplo, foi pedido que reforçasse o patrulhamento do Lago Paranoá, principalmente próximo ao Hotel Blue Tree, onde Bush passará a noite de sábado para domingo.

Na Granja do Torto, onde Bush se reunirá com Lula das 11h às 16h, a segurança será realizada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Neste período, as comunicações no Torto, via celular, serão bloqueadas. O esquema de segurança se estenderá à primeira-dama, Laura Bush, e à secretária de Estado, Condoleezza Rice, mesmo quando não estiverem junto de Bush. Os trajetos da comitiva só serão divulgados aos participantes da operação momentos antes.

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