Especialistas prevêem queda no crescimento do PIB

A produção industrial do país dá sinais de que perde terreno em relação ao
crescimento verificado em 2004. Na previsão de analistas consultados pelo Banco
Central na última sexta-feira, o crescimento da produção neste ano, estimado no
início de maio, seria de 4,50%; mas caiu para 4,27% na pesquisa da semana
passada e agora desce para 4,08%. Para 2006, no entanto, o prognóstico é de que
crescerá de 4,20% para 4,35%.

Essa queda reflete negativamente também na
perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas
as riquezas produzidas no país. A previsão anterior, de 3,50% para o crescimento
da economia neste ano, caiu para 3,27%, de acordo com o Boletim Focus, que
manteve a estimativa de 3,50% para o PIB de 2006.

Em contrapartida, são
melhores os indicadores quanto à queda do comprometimento do PIB em relação à
dívida líquida do setor público. A perspectiva anterior, de o país encerrar 2005
com dívida equivalente a 51,50% do PIB, cai agora para 51,40%, e a expectativa
de queda para 2006 é mais acentuada: de 50,5% para 50%.

O Boletim Focus
manteve a previsão anterior, de US$ 35 bilhões para o saldo da balança comercial
neste ano e de US$ 29 bilhões para o ano que vem. Manteve, também, a estimativa
de US$ 9 bilhões para o saldo de conta corrente, que envolve todas as transações
comerciais e financeiras com o exterior; e a previsão de saldo de conta corrente
para 2006 melhora um pouco na comparação semanal: de US$ 3,25 bilhões para US$
3,78 bilhões.

De acordo com os analistas de mercado consultados pelo BC,
a taxa básica de juros (Selic) não sofrerá alteração neste mês, permanecendo nos
atuais 19,75%. Eles esperam, contudo, que haja redução gradativa da taxa até
encerrar o ano em 18%, e apostam em queda para 15,50% no ano que
vem.

Quanto ao comportamento do câmbio, o Boletim Focus reduz mais uma
vez a perspectiva de preço do dólar norte-americano, que deve encerrar 2005
cotado a R$ 2,67 e não mais R$ 2,70 como na pesquisa anterior. A cotação também
cai de R$ 2,90 para R$ 2,85 no encerramento de 2006.

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