Os analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central na última sexta-feira (24) acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai repetir, na próxima quarta-feira (29), a mesma dose de meio ponto percentual na redução da taxa básica de juros (Selic) praticada nas duas últimas reuniões do colegiado de diretores do BC.

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Os economistas do setor privado confiam que a taxa atual, de 13,75% ao ano, cairá para 13,25%, na última reunião do Copom neste ano, amanhã e depois, de modo a manterem a projeção de reduções gradativas até chegar aos 12% no final do ano que vem.

Mas, se o mercado está otimista quanto à continuidade do abrandamento da política monetária, o mesmo não se pode dizer quanto às previsões de recuperação da economia como um todo. De acordo com o boletim Focus, que publica o resultado da pesquisa, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas no país – cai mais um pouco: de 2,95%, na pesquisa anterior, para 2,94%.

Isso, apesar da ligeira recuperação, de 3,16% para 3,19%, na projeção de crescimento da produção industrial no ano, e da redução na previsão de equivalência da dívida líquida do setor público em relação ao PIB. De acordo com a simulação da pesquisa anterior, a relação dívida/PIB no encerramento deste ano seria de 50,35%. Projeção que melhorou agora para 50,30%, e deve cair para 49,10% no final de 2007.

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A pesquisa manteve a projeção de US$ 45 bilhões para o saldo da balança comercial neste ano, e elevou para US$ 38 bilhões a previsão de saldo comercial (exportações menos importações) no ano que vem. Esse fluxo de comércio garante US$ 12 bilhões de superávit (saldo positivo) em conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior; e permite antever saldo em torno de US$ 5,5 bilhões em 2007.

São projeções de um cenário de mercado no qual a cotação do dólar norte-americano não ultrapasse R$ 2,16 no fechamento deste ano, com evolução até R$ 2,25 no final de 2007. Considera, também, que a entrada de investimento estrangeiro direto no setor produtivo chegue a US$ 15,86 bilhões neste ano, e aumente para US$ 16 bilhões no ano que vem.

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