Foto por: Liu Jin
A Espanha prende sua respiração nesta quarta-feira sob um sol escaldante, a algumas horas de sua primeira semifinal de Copa do Mundo, contra a Alemanha em Durban.
É “a partida de nossa vida”, resumiu em sua manchete o jornal esportivo AS. Em Madri, várias pessoas, homens e mulheres, vestiram a camisa da Fúria, ou apenas camisas vermelhas.
As bandeiras vermelhas e amarelas da Espanha tremulavam nas janelas, inclusive no bairro gay de Chueca, ao lado da bandeira arco-íris.
Mais de 30.000 torcedores, principalmente jovens, se preparavam para acompanhar o jogo nos telões do “fan park” instalado nas entradas do estádio Santiago Bernabeu, do Real Madrid.
O tamanho da área foi duplicado para a semifinal. A polícia cuidará para que as bebidas alcoólicas fiquem na porta do local, e um cantor de flamenco foi convidado para esquentar as pessoas, mas talvez não haja tanta necessidade. No início da tarde, fazia 36 graus à sombra!
A polícia instalou barreiras em torno da Fonte de Cibeles, onde os torcedores do Real comemoram seus triunfos.
Praticamente todas as cidades do país instalaram telões gigantes a céu aberto. À exceção notável da nacionalista capital catalã Barcelona, que ignora a ‘Roja’, mesmo que a maioria de seus jogadores atue pelo Barça.
Na ilha de Mallorca, chamada de “a 17ª land alemã” pela grande quantidade de turistas alemães que recebe, milhares de jovens germânicos começaram a se reunir nos bares ao meio-dia. A polícia reforçou a segurança na localidade.
Em Madri, os pacientes do hospital de La Paz poderão acompanhar a partida nas salas de espera.
O chefe do governo, José Luis Rodriguez Zapatero, assistirá ao jogo com sua família. O embaixador dos Estados Unidos na Espanha apostou uma caixa de vinho pela vitória da Espanha com seu colega da Alemanha.
Diante do museu do Prado, Luis Gomez, especialista em informático de 35 anos, comprou uma bandeira espanhola para seus filhos em uma banca de suvenires: “Estamos empolgados, principalmente os mais velhos, porque nunca conquistamos um título, a não ser pela Euro-2008. Desta vez, acho que podemos chegar lá”.


