Um índice que mede a competitividade de todos os estados brasileiros foi divulgado hoje (8) pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), a Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser e a Secretaria da Coordenação de Planejamento do Estado do Rio Grande do Sul, que elaboraram o estudo. O ICE-F, que mede os fatores produtivos de competitividade, é baseado em índices de qualificação da força de trabalho, conhecimento e inovação e infra-estrutura. Este se divide em quatro subitens: transporte, comunicação, saúde e energia.

Segundo o secretário da Coordenação de Planejamento do Rio Grande do Sul, João Carlos Brum Torres, o índice tem como objetivo dar condições aos gestores públicos estaduais de formular políticas de desenvolvimento dos fatores produtivos de competitividade. "As referências que temos hoje são o PIB [Produto Interno Bruto], os indicadores de produto e de renda, que são indicadores de resultado. O indicador de competitividade está na origem dos resultados porque dá uma informação sobre como os estados estão preparados para conseguir um bom desempenho na área de economia e sociedade", explicou.

As entidades divulgaram também o ranking dos estados com melhor posicionamento dentro do índice de competitividade. Os cinco primeiros são os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná e o Distrito Federal. O coordenador da Fundação Seigfried Emanuel Heuser, Alexandre Porsse, enfatizou que o objetivo do ranking é ser uma bússola para que os governantes dos estados possam ver em que indicadores não se saíram bem e criar uma política que melhorar seu desempenho.

O diretor presidente do MBC, José Fernando Mattos, informou que o próximo passo é divulgar os índices de condições de demanda, indústrias correlatas e de apoio e estratégia, estrutura e rivalidade das empresas, que devem ser divulgados até junho. Além disso, até o final de março, estará na página do movimento na internet um relatório com os dados que deram base para formatar o índice de fatores de produtividade da competitividade.

No site do MBC – www.mbc.org.br – estarão disponíveis informações sobre o índice para que qualquer pessoa possa ter acesso aos dados de cada estado e aos conjuntos de subindicadores. "Esses dados poderão auxiliar na formação de políticas públicas setoriais e regionais", explicou Mattos.