Autoridades iraquianas encontraram nas últimas 24 horas pelo menos 60 corpos que apresentavam sinais de tortura e execução, prováveis vítimas da violência sectária no país. Todos cadáveres foram encontrados em diferentes bairros da capital iraquiana, apresentavam ferimentos à bala e estavam com as mãos e os pés atados, segundo uma fonte policial. As vítimas, de acordo com a fonte, tinham entre 20 e 50 anos de idade.
Também nesta terça-feira (10), a polícia encontrou o corpo do juiz de futebol Hazim Hussein, que havia sido seqüestrado na noite de segunda-feira. O primeiro-ministro Nouri al-Maliki vem enfrentando fortes pressões para acabar com a violência provocada, principalmente, pela atividade de esquadrões da morte pertencentes a diversas facções religiosas, que mataram centenas de pessoas nos últimos meses.
Ao mesmo tempo, pelo menos 22 pessoas morreram em episódios de violência ocorridos nesta terça-feira (10) em todo o país, 11 delas na explosão de um carro em Dora, um bairro sunita de Bagdá. Os mortos, e outros quatro feridos, aguardavam em uma fila do lado de fora de uma padaria, segundo testemunhas. "Nem as padarias estão a salvo dos terroristas hoje em dia", gritou um jovem que presenciou o atentado. "Eram pessoas inocentes".


