O boletim Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), constatou que as empresas industriais exportaram menos em 2005, sobretudo pela menor exposição de pequenas e médias companhias no processo de vendas ao exterior. A situação deverá piorar em 2006.

Realizada com base na consulta a 26 setores industriais, a pesquisa concluiu também que não houve variação no número de empresas da indústria de transformação que se dedicaram à exportação no ano passado. Nesse setor, 79% das grandes empresas e 35% das pequenas e médias atenderam ao mercado exterior, proporções similares às de 2004.

A pesquisa indicou que a participação das exportações no faturamento das companhias de grande porte aumentou de 22,6%, em 2004, para 24,2%, no ano passado. Para pequenas e médias empresas, essa fatia manteve-se constante: passou de 7,4% para 7 3%. Para os próximos seis meses, a maioria das grandes empresas prevê que suas exportações vão se manter estáveis. As pequenas e médias, entretanto, apontam queda nos embarques.

A Sondagem adverte ainda que a principal razão para que as indústrias continuem a atuar no mercado externo é a manutenção da clientela conquistada. A segunda motivação é o mercado interno ainda contraído, e a terceira, a abertura de novos mercados. "As empresas passaram a considerar o mercado externo como estratégico, e não apenas como um escoadouro de excedente de produção".