As receitas das empresas de telefonia fixa ficaram praticamente estabilizadas em 2006, com aumento de apenas 1,88% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), com um balanço do segmento no ano passado. Segundo a Telebrasil, entidade que congrega os principais segmentos do setor (telefonia fixa, móvel TV por assinatura e os fabricantes de equipamentos), as receitas das operadoras brasileiras (Telefônica, Telemar, Brasil Telecom e Embratel) somaram R$ 70,5 bilhões no ano passado, contra R$ 69,2 bilhões registrados no ano anterior.

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Com isso, a participação das receitas da telefonia fixa caiu para 49,5% do total contabilizado pelo setor em 2006, contra os 51,49% do ano anterior. No ano 2000, antes da explosão da telefonia móvel no Brasil, a participação da telefonia fixa no País representava 56,34% das receitas totais do setor. Para o presidente da Telebrasil, Ronaldo Iabrudi, isso demonstra que a telefonia fixa no Brasil atingiu "maturidade". Agora, para crescer, o setor dependerá principalmente da evolução da economia como um todo ou a adição de novos serviços, com novas tecnologias.

Ao, somando-se as receitas de telefonia fixa, celular, televisão por assinatura, equipamentos industriais e serviços de trunking (sistema de comunicação por rádio), o setor contabilizou receitas de R$ 143,8 bilhões em 2006, com aumento de 6,92% em relação a 2005. Em relação ao ano 2000, porém, o setor mais do que dobrou de tamanho, com crescimento de 117%. Naquele ano, o faturamento do setor atingiu R$ 66,2 bilhões.

O principal fator que permitiu o crescimento do setor no ano passado foi o de telefonia celular, em que as receitas somaram R$ 49,3 bilhões. Isso representa aumento de 14,92% em relação aos R$ 42,9 bilhões do ano anterior e um aumento de 196% considerando-se o ano 2000 como base. Naquele ano, as empresas de telefonia móvel contabilizaram vendas de apenas R$ 16,6 bilhões. Mantido o ritmo dos últimos anos, as receitas da telefonia móvel devem ultrapassar as da telefonia fixa nos próximos dois anos, na avaliação de especialistas da Telebrasil.

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