Em maio de 2005, a Brasil Telecom fechou contratos de R$ 50 milhões com as agências de publicidade DNA e SMP&B, do empresário Marcos Valério de Souza, à revelia do Departamento de Marketing e sem o conhecimento dos demais sócios da operadora. Os contratos foram revogados um mês depois, com a eclosão das denúncias envolvendo o empresário num esquema de caixa 2 do PT.
O valor dos contratos é próximo dos R$ 55 milhões pagos pelo chamado "valerioduto" a partidos e parlamentares da base aliada em 2003 e 2004, sob orientação do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Valério e Delúbio declararam às CPIs do Mensalão e dos Correios que o dinheiro, não contabilizado, era oriundo de empréstimos de R$ 63 milhões obtidos junto ao BMG e o Banco Rural.
As investigações da Polícia Federal e das CPIs comprovaram, porém, que a versão dos empréstimos era forjada para justificar os repasses. "Seria leviano fazer conjectura e deduzir que esse dinheiro seria para financiar o ‘valerioduto’, mas os dados estão aí à disposição das autoridades", disse o advogado da empresa, Francisco Costa e Silva.


