Brasília – Continuam detidos na Polícia Federal os empresários Lourenço Rommel Peixoto, Jaisler Jabour de Alvarenga e Marcos Jorge Chaim, acusados de envolvimento com a chamada Máfia do Sangue, desbaratada na Operação Vampiro da Polícia Federal (PF). As investigações identificaram uma série de irregularidades em licitações do Ministério da Saúde para compra de homoderivados.

Hoje à meia-noite, termina o prazo da prisão temporária de Marcos Jorge Chaim. A qualquer momento, a PF pode pedir à Justiça Federal a prorrogação da prisão temporária por mais cinco dias.

O advogado Huilder Magno de Souza, que defende o empresário, disse hoje que está confiante na libertação de Chaim. Segundo o advogado, no depoimento de ontem, o empresário colaborou com a Polícia e respondeu a todas as perguntas feitas. ?O depoimento foi tranqüilo e consistente?, disse. Huilder de Souza informou que, caso seja prorrogada a prisão temporária, ele vai dar entrada a um pedido de habeas corpus na Justiça Federal.

Ontem os empresários prestaram depoimento à Polícia Federal, depois que 11 dos 17 suspeitos foram libertados no início da madrugada deste sábado, após o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Clovis Barbosa Siqueira, ter negado o pedido da PF para que a prisão temporária fosse transformada em preventiva.

Lourenço Peixoto prestou depoimento durante três horas, mas não respondeu a nenhuma das perguntas feitas. O empresário usou o direito constitucional de permanecer em silêncio. Jaisler Jabour de Alvarenga também prestou depoimento por cerca de cinco horas, mas também não falou. O advogado de Alvarenga, Felipe Amadeo, reclamou da falta de acesso aos documentos do processo. De acordo com Amadeo, o empresário só deve falar depois que o advogado conseguir ter amplo acesso aos autos.