O inferno astral do atacante Nilmar ganhou um novo episódio nesta semana. Depois das duas cirurgias no joelho em oito meses e do imbróglio entre o Corinthians e o Lyon na Justiça, ele agora vê seu empresário, Orlando da Hora, ser banido do futebol. Da Hora foi punido pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Espírito Santo sob alegação de tentativa de suborno, ao lado do também empresário João Haroldo Deorce.
O empresário de Nilmar teve seu nome envolvido em uma conversa gravada entre Deorce e o massagista do Jaguaré, Paulo Sérgio Pereira. Deorce tem jogadores no Vilavelhense, que havia perdido o primeiro jogo da decisão do primeiro turno do Capixaba por 3 a 1, e pediu ao massagista para colocar sonífero na água dos jogadores. A oferta seria de R$ 4 mil, que seriam pagos por Da Hora.
Paulo Sérgio não aceitou a oferta e o jogo terminou 1 a 1 – o Jaguaré conquistou o título do primeiro turno e se classificou para a final do Campeonato Capixaba. Depois, o massagista mandou a fita da conversa para a Justiça, que julgou o caso na terça-feira e resolveu banir os dois empresários.
"Fui suspenso por ter sido mal-educado com o tribunal e não respeitar a convocação para estar no julgamento e por ter assumido que conheço o Deorce, como 70%, 80% das pessoas do estado conhecem, apenas isso", disse Da Hora. O presidente do Vilavelhense, Miguel Trés, também foi julgado, mas acabou absolvido.
"Veja os outros artigos, fui absolvido em todos. Meus advogados entraram com recurso, pois o Tribunal é quem tem de mostrar provas contra mim. Reconhecer que conheço uma pessoa não é crime. Não cometi crime", alegou. "Eu seria muito descarado se dissesse que não sabia quem era o Deorce. Sou amigo dele de infância, ele é um pai de família com irmãos bem sucedidos, não sei porque gotas d’água, me envolveu", disse. "E tinha apenas jogadores no juvenil do Vilavelhense, que concentravam separados e até em ônibus diferente andavam. Não precisava disso", disse.
Da Hora está indignado por ter sido banido. Chega a falar em inveja e perseguição por causa da notoriedade que ganhou no futebol depois de assumir a carreira de Nilmar. "Chorei bastante mas saio fortalecido.