O emprego na indústria brasileira registrou em março crescimento de 0,4% em relação a fevereiro, o terceiro resultado positivo consecutivo. No entanto, as taxas permanecem negativas na comparação com março de 2003 (-0,1%), no acumulado do ano (-0,7%) e nos últimos 12 meses (-1,0%), como mostra a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a março de 2003, oito dos 14 locais pesquisados tiveram resultados negativos. As indústrias de São Paulo (-0,7%) e, conseqüentemente, as da região Sudeste (-0,5%) responderam, mais uma vez, pelas principais contribuições negativas.

De acordo com o IBGE, os resultados foram influenciados pelas quedas em vestuário (-23,6%), em São Paulo, e -16,9% no Sudeste, e papel e gráfica (-14,2% e -10,9%, respectivamente). As quedas no Rio de Janeiro (-3,9%) e Rio Grande do Sul (-1,4%) também pressionaram o índice para baixo. Nestes dois locais os principais recuos foram em vestuário (-19,1%) e calçados e couro (-8,1%), respectivamente.

Na análise trimestral, o ritmo de queda do nível de emprego desacelerou de -1,9%, no último trimestre de 2003, para -0,7%, nos primeiros três meses deste ano.Este movimento atingiu nove dos 14 locais pesquisados, sendo mais relevante em Minas Gerais, onde a taxa passou de -0,3% para 3,2%, e, em Pernambuco, de -1,9% para 1,4%.

Entre os setores que tiveram aumento nesta comparação, o destaque foi para máquinas e equipamentos, cuja taxa passou de 3,4% para 10,5%.