Rio (AE) – A Globopar, holding das Organizações Globo para o segmento de televisão por assinaturas, informou hoje (6) que concluirá o processo de reestruturação financeira no próximo dia 20 de julho. Em moratória desde dezembro de 2002, a Globopar deixará de existir como empresa independente. A TV Globo, empresa da família Marinho para o segmento de televisão aberta, a Globopar (holding financeira) e a Globo.com (braço para o segmento de internet) passam a formar uma única empresa, tendo a Globosat, a Som Livre, a Editora Globo e a Globo Cochrane como suas subsidiárias integrais. A Infoglobo, que publica os jornais O Globo, Extra e Diário de S. Paulo, e o Sistema Globo de Rádio (Rádio Globo e CBN) passam a ser geridas de forma unificada, mas societariamente independentes, conforme nota da Globopar.

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Roberto Irineu Marinho, o mais velho dos três irmãos herdeiros de Roberto Marinho, será o presidente executivo do grupo, enquanto João Roberto será o vice-presidente editorial e José Roberto vice-presidente de responsabilidade social. O executivo Jorge Nóbrega acumulará os papéis de diretor do grupo de Mídias Segmentadas, composto de Globosat, Globo.com, Editora Globo, Globo Cochrane, Som Livre e Sistema Globo de Rádio. Além disso, ficará responsável pelo acompanhamento do desempenho dos negócios. Octavio Florisbal, diretor geral da TV Globo, e Paulo Novis, diretor geral da Infoglobo, se reportarão diretamente a Roberto Irineu. O ex-presidente da Globopar, Ronnie Vaz Moreira, está deixando o grupo.

No ano passado, a Globopar registrou lucro líquido de R$ 286,8 milhões, com aumento de 503% em relação a 2003 enquanto a TV Globo registrou lucro de R$ 113 milhões. A queda no resultado da TV Globo ocorreu mesmo com bom aumento das vendas de anúncios

no total de R$ 3,77 bilhões (já descontadas as comissões de agências e impostos), o que indica crescimento de 26,75% sobre 2003. Já as vendas da Globopar somaram R$ 1,634 bilhão, com aumento de 14,62%. As dívidas da Globopar, boa parte garantidas pela TV Globo, somavam R$ 5,672 bilhões no final do ano passado.

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No processo de ajuste nos últimos dois anos, a estratégia do grupo foi preservar as empresas especializadas na geração de conteúdo, vendendo o controle ou participações relevantes em empresas de distribuição, como a Sky TV (para o grupo News Corp, do magnata naturalizado norte-americano Rupert Murdoch) e metade do capital da Net Serviços para a Telmex, do mexicano Carlos Slim.

Os irmãos Marinho venderam ainda participações em afiliadas da TV Globo, além de bens particulares. Até o ano passado, havia uma divisão informal no grupo, com o ramo de televisão sob o comando de Roberto Irineu, os jornais com João Roberto e as rádios com José Roberto. Agora, o grupo passa a ser um só, embora a Infoglobo permaneça societariamente independente.

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