"Estava dobrado de dor, com umas dores que nunca antes havia sentido". Esta foi a expressão utilizada por Alfredo Cahe, médico pessoal do ex-astro do futebol argentino, Diego Armando Maradona, sobre as fortes dores abdominais que seu paciente sentiu nesta madrugada e que o levaram a dois hospitais em menos de seis horas na manhã de hoje

O périplo de Maradona começou na madrugada, quando foi levado às pressas para o hospital Made Teresa de Calcutá, no município de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, que era o centro médico mais próximo da chácara onde estava com sua namorada e um amigo.

Após ficar algumas horas em terapia intensiva, foi transferido desde esse modesto hospital para a Clínica Los Arcos, no bairro de Palermo, que conta com melhor equipamento.

Nas portas da clínica aglomeraram-se curiosos, fãs e um enxame de jornalistas que esperavam notícias sobre "El Diez" (O Dez).

Às 3h30, o ex-astro ligou desesperado para seu médico pessoal, Alfredo Cahe, que 24 horas antes havia demitido em uma entrevista ao vivo pela TV. Sem recordar a demissão do médico que o atende há 30 anos, Maradona implorou a Cahe que o fosse buscar.

Por precaução – e conhecendo seu turbulento paciente – o médico havia colocado uma ambulância na frente da porteira da chácara na qual Maradona havia se refugiado com sua namorada, Verónica Ojeda, e um de seus melhores amigos, Gabriel Buono.

O diretor do hospital Madre Teresa de Calcutá, Oscar Cicco, explicou que "a princípio" descarta-se a suspeita de pancreatite.