São Paulo – O volume de empréstimos da Caixa Econômica Federal (CEF) para habitação em todo o país mais do que dobrou no primeiro mês de 2006. No período, foram contratados R$ 740 milhões, valor que supera em 107% os financiamentos realizados em janeiro de 2005. Com esse dinheiro, 32.277 famílias puderam comprar o seu imóvel. Os dados fazem parte do balanço divulgado ontem (1º) pelo superintendente do escritório de Negócios Institucional da CEF em São Paulo, Augusto Bandeira Vargas.

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Segundo ele, cerca de um terço dos R$ 740 milhões refere-se a operações realizadas no estado de São Paulo, onde os empréstimos atingiram R$ 260 milhões. "O crescimento de janeiro de 2006 se deve a uma soma de fatores que passam pelo cenário econômico mais favorável, com taxas de juros e de inflação mais baixas, pelo aumento da base salarial (mais pessoas empregadas que possibilitam maior quantia em movimento da massa salarial) e mudanças no sistema operacional das linhas de crédito", disse hoje (02), em entrevista à Agência Brasil.

Vargas observou que, sem perder a margem de segurança sobre o montante liberado, a CEF criou sistemas mistos de aplicação dos recursos que permitiram concentrar o atendimento a "famílias com faixa de renda de até cinco salários mínimos e, assim, atacar o problema do déficit habitacional". Ao anunciar hoje (2) os financiamentos para habitação em 2006, o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, disse que faltam criar no país cerca de 7 milhões de moradias.

Em 2005, no estado de São Paulo, a CEF movimentou R$ 29,5 bilhões, a maior quantia já registrada pela instituição, de acordo com o superintendente. Os recursos são a soma de várias linhas de crédito, que incluem financiamento de casa própria, operações comerciais, programas de transferência de renda e pagamentos de benefícios sociais. Para a área comercial foram liberados R$ 7 bilhões, quantia que deve ser ampliada para R$ 12 bilhões neste ano. As tomadas de crédito pelas empresas atingiram R$ 3,59 bilhões, volume 74% maior que em 2004. O crédito habitacional atingiu R$ 2,19 bilhões, mais de em 88 mil contratos.

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