Estivesse o presidente Lula tranqüilo com o problema ético causado pelo dublê de ministro do Trabalho e Emprego e presidente da executiva nacional do PDT, Carlos Lupi, seria perfeitamente dispensável a fixação do prazo de uma semana para que o assunto seja resolvido de modo cabal.

Foi o que determinou sua excelência ao citado auxiliar, além de estipular o cumprimento de norma comum entre pessoas de conduta ilibada, qual seja a de prestar os esclarecimentos até então autoritariamente negados à Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Fosse o ministro, como faz questão de alardear, personalidade marcante na esfera da administração federal, teria ao menos o bom senso de evitar a cascata de auto-elogios, assumindo como resultado de sua formidável gestão pessoal a geração recorde de novos empregos em 2007, desconsiderando de forma primária e insolente a relevância dos setores da indústria, comércio e serviços, responsáveis pela abertura de oportunidades no mercado de trabalho.

Nesse caso, também não precisaria a Central Única dos Trabalhadores (CUT) considerar uma excrescência o jamegão na mensagem impressa distribuída aos cotistas do FGTS, do qual o ministro é presidente do Conselho Curador. Segundo alguns, trata-se de violação do preceito constitucional que proíbe a promoção pessoal de autoridades em comunicados oficiais.

Mesmo admitindo o equívoco na nomenclatura do cargo ocupado pelo ex-deputado Luiz Antônio Medeiros, que por não ser secretário executivo não pode substituir eventualmente o titular, nosso editorial não se referiu à sua atual filiação partidária e sim à militância de resultados na Força Sindical. Que continua firme até hoje.

Pois é. O silêncio obsequioso do presidente acabou e ele exige providências em uma semana.