A Eletrobrás registrou lucro de R$ 233 milhões no primeiro trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 142 milhões em igual período do ano passado. "O reconhecimento dos resultados obtidos pelas empresas investidas pela Eletrobrás impactou de forma positiva o resultado da companhia em R$ 394 milhões pela equivalência patrimonial", disse a empresa, em comunicado.
A Eletrobrás também informou que a valorização do real ante o dólar provocou perdas de R$ 755,8 milhões no trimestre. Em igual período de 2006, essas perdas foram de R$ 1,364 bilhão. O impacto negativo resulta do fato de a holding estatal de energia elétrica ser credora em dólares, especialmente em operações de empréstimos para a hidrelétrica Itaipu.
No fim de março, os empréstimos em dólares somavam o equivalente a R$ 15,162 bilhões (US$ 7,395 bilhões). As perdas do primeiro trimestre deste ano foram inferiores às observadas em igual período do ano passado porque a queda do dólar neste ano foi menor – a moeda americana registrou queda de 4,10% ante o real neste ano, ante 7,19% em igual período de 2006.
As participações nas empresas controladas (Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletronuclear) produziram saldo positivo de R$ 511 milhões no primeiro trimestre do ano passado, número maior, portanto, do que os R$ 394 milhões deste ano. Isso mostra uma piora nos resultados das subsidiárias. As perdas maiores foram nas empresas da região Norte, especialmente a Eletronorte (prejuízo de R$ 129,72 milhões) e na Manaus Energia, distribuidora que atende a região metropolitana de Manaus, com perdas de R$ 119 milhões.
A mais lucrativa foi a subsidiária Furnas, que atua na região Sudeste, com lucro de R$ 169,81 milhões, superando ligeiramente os ganhos de Chesf, que atua na região Nordeste, com lucro de R$ 163,25 milhões.
As distribuidoras de energia elétrica controladas pela Eletrobrás, que a empresa classifica como investimentos temporários, continuam sangrando o balanço da estatal. Essas cinco empresas deram prejuízo total de R$ 89 milhões no trimestre. A maior perda ocorreu na Ceam, que atua no interior do Amazonas, com perdas de R$ 74,93 milhões. A Cepisa (Piauí) perdeu R$ 16,95 milhões, a Cerom (Rondônia) perdeu R$ 1,61 milhão, enquanto a Eletroacre deu lucro de R$ 1,90 milhão e a de Alagoas (Ceal) gerou resultado positivo de R$ 2,7 milhões.


