Vidigal disse que não ajuda o País remexer no seu passado, pois há muito mais coisas importantes a se fazer. Ele citou música do cantor Raul Seixas para justificar seu raciocínio. “E agora eu me pergunto. E daí? Eu tenho uma porção de coisas para conquistar e não posso ficar aqui parado”, afirmou.
O presidente do STJ disse que o País tem que olhar para frente e que há uma comissão no Executivo que examina e ressarce às famílias que foram prejudicadas por eventuais danos causados por excesso do Estado. Ele disse que as ações estão sendo analisadas e que as famílias estão sendo indenizadas.
Para Vidigal, se a época da ditadura voltar a ser discutida, o País corre o risco de ser como as mulheres do velho testamento. “Que de tanto olhar para trás, viravam pedra de sal”. Ele disse que o caso do jornalista Vladimir Herzog já foi resolvido porque a família moveu uma ação contra a União e a Justiça determinou o pagamento de indenização. Ele lembrou que a própria família do jornalista é contra a reabertura do caso.
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