O ex-controlador do Banco Santos Edemar Cid Ferreira e o sócio da butique Daslu, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, foram levados ontem, ao meio-dia, para a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo. Eles estavam no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, em regime de observação. Agora, estão em celas comuns, com permissão de visitas apenas dos advogados
O ex-diretor do Banco Santos e sobrinho de Edemar, Ricardo Ferreira de Souza e Silva, foi encaminhado ontem à tarde para o CDP onde seu tio estava. Ele foi preso na terça-feira, depois que a Polícia Federal (PF) encontrou US$ 400 mil em um cofre bancário e documentos que dão margem a suspeitas de contas na Suíça e negociações com doleiros. De acordo com a PF, Ricardo também poderá ser processado por lavagem de dinheiro
A penitenciária onde estão Edemar e Albuquerque é considerada prisão especial. É para lá que vão ex-policiais, agentes de segurança penitenciária, filhos de funcionários da Justiça ou quaisquer outros que possam sofrer constrangimento físico ou moral, seja pelo cargo público ou atividade que desenvolveram. A capacidade é para 408 presos, e até o início deste mês abrigava 309.
O diretor-financeiro da butique foi preso preventivamente pela Polícia Federal no dia 1º deste mês, acusado de reiteração criminosa, tentativa de comprometimento do andamento do processo e ocultação para não ser intimado para atos judiciais. As acusações do Ministério Público Federal são negadas pelos advogados de Albuquerque.
O ex-controlador do Banco Santos estava desde 29 de maio no CDP de Guarulhos. Preso no dia 26, Edemar responde a processo na 6ª Vara Criminal por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Estima-se que ele tenha deixado um prejuízo de R$ 2,2 bilhões com a quebra do banco, cuja falência foi decretada em setembro de 2005.