As diretrizes futuras apresentadas pelo Banco Central Europeu (BCE) após a reunião de política monetária da semana passada não impedirão a instituição de elevar as taxas de juros se as pressões inflacionárias surgirem, afirmou Jens Weidmann, membro do conselho diretor do BCE e presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha.

Em discurso preparado para um evento em Munique, Weidmann destacou que a atual perspectiva de inflação justifica a política de baixas taxas de juros do BCE, mas argumentou que existem riscos se os juros seguirem baixos por um período muito longo.

“O baixo nível das taxas de juros é justificado diante dos cenários de política monetária, tendo em vista a inflação contida no médio prazo em razão da perspectiva econômica no geral fraca e do restrito desenvolvimento do crédito”, disse.

Weidmann pareceu minimizar as diretrizes emitidas pelo BCE na semana passada, afirmando que elas não devem ser vistas como uma “mudança estratégica” e sim como uma tentativa de “comunicar nossa perspectiva de política monetária de forma mais simples e mais compreensível”. “Portanto isso não é uma mudança histórica na comunicação da política monetária. É um esforço para oferecer mais orientação em momentos de alta incerteza”, acrescentou.

A autoridade alemã destacou também que as novas diretrizes são baseadas na perspectiva econômica atual e por isso não restringem os movimentos do BCE. Isso inclui a possibilidade de elevação dos juros caso seja necessário.

“É preciso observar que nossa orientação é condicionada aos acontecimentos econômicos”, afirmou Weidmann. “Essa orientação para o futuro não deve, portanto, excluir a possibilidade de as taxas de juros serem elevadas no momento apropriado se as pressões de inflação emergirem no futuro”, defendeu. Fonte: Market News International.