Vigilância contra aftosa na fronteira

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Reinhold Stephanes: equipes já fazem trabalho conjunto.

Uberaba – O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, garantiu que o governo vai publicar nos próximos dias medida provisória criando uma zona de alta vigilância contra febre aftosa nas fronteiras do Brasil com o Paraguai, o que incluiria a região compreendida pelos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. ?A medida provisória retira desta zona de fronteira a necessidade dos estados de participar com dinheiro na erradicação da febre aftosa?, informou o ministro, ontem.

Stephanes, que participou da reunião conjunta das Comissões Permanentes de Agricultura da Câmara e do Senado, durante a Expozebu, em Uberaba (MG), revelou que apenas o Mato Grosso do Sul já recebeu R$ 20 milhões do governo federal para este fim e outros R$ 25 milhões deverão chegar ao estado nos próximos dias. ?Isto resolve todo o problema da fronteira com o Paraguai?, disse.

Conforme o ministro, equipes técnicas do Brasil e Paraguai já estão elaborando um plano conjunto para atuação nesta área, que tem uma extensão de 1,2 mil quilômetros. A área de atuação dos técnicos dos dois países deverá incluir uma distância de 15 quilômetros a partir das fronteiras em cada lado. ?O Estado do Mato Grosso já vem fazendo um trabalho muito forte em relação à Bolívia. Já no Mato Grosso do Sul e Paraná, o problema maior e mais sério é com o Paraguai?, afirmou.

O ministro reiterou que a questão da defesa sanitária ?está sendo rigorosamente equacionada?. A expectativa do ministro é que os primeiros resultados do trabalho conjunto entre o governo brasileiro e os governos de países fronteiriços sirvam de argumento para que a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) libere algumas das áreas que ainda estão interditadas. ?Vamos levar este assunto no mês de setembro à Comissão Científica da OIE e aí a coisa começa a ser equacionada em nível de mercados externos que nós temos que recuperar?, acredita.

A definição sobre esta zona de alta vigilância foi acertada pelos ministros da Agricultura do Conselho Agropecuário do Sul (CAS) em março passado, em uma reunião realizada em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia). O plano prevê que todas as vacinações na área de alta vigilância sejam feitas em um mesmo período, ao menos duas vezes ao ano, acompanhadas e auditadas pelo Conselho Veterinário Permanente (CVP) do CAS, pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) e pela OIE.

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