A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou hoje os indicadores industriais no mês de maio, que ainda não apontam um cenário consolidado de recuperação da atividade industrial, segundo afirmou a entidade. As vendas reais, medidas pelo faturamento da indústria, cresceram 1,1% na comparação com abril, na série com ajuste sazonal, e tiveram uma queda de 7,7% em relação a maio de 2008. No acumulado de janeiro a maio, as vendas reais acumulam queda de 8,2% em relação a igual período de 2008. Já as horas trabalhadas recuaram 0,5% em maio ante abril e 8,7% em relação a maio de 2008. No acumulado de janeiro a maio, o recuo das horas trabalhadas foi de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

O emprego industrial, por sua vez, recuou 0,3% na comparação com abril, acumulando a sétima queda seguida no indicador dessazonalizado. Segundo a CNI, o comportamento do emprego aponta que o ajuste do mercado de trabalho na indústria ainda está em curso. Na comparação com maio de 2008, a queda foi de 4,1%, a maior retração nessa base de comparação desde o início da série, em janeiro de 2003.

A deterioração do mercado de trabalho continua impactando negativamente a massa salarial, que recuou 4,7% em maio em relação ao mesmo mês de 2008. Para a massa salarial, a CNI não divulga o indicador dessazonalizado em relação ao mês anterior. O emprego acumula uma queda de 2,4% de janeiro a maio, enquanto a massa salarial apresentou queda de 1,7% no mesmo período.

Capacidade Instalada

O nível de utilização da capacidade instalada na indústria (Nuci) ficou em 79,8% em maio, em termos dessazonalizados, segundo divulgou hoje a CNI. O indicador cresceu 0,4 ponto porcentual em relação ao mês de abril (79,4%), o que correspondeu à quarta alta seguida. Segundo a CNI, o Nuci é o único indicador que aponta para uma recuperação mais consistente da atividade industrial. Ainda assim, a capacidade instalada segue 2,6 pontos porcentuais abaixo do nível de maio de 2008, quando estava em 82,4%.