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Vendas de tablets e PCs devem cair 2% em unidades e crescer 7% em valor, diz IDC

  • Por Estadão Conteúdo

As vendas de dispositivos de telefonia e computação devem crescer em termos de valores, mas tendem a apresentar um desempenho fraco em número de unidades, de acordo com projeções da International Data Corporation (IDC). Segundo a consultoria, as vendas de smartphones devem ficar estáveis em unidades e crescer 18% em valor neste ano. Já as vendas de tablets e PCs (notebooks e computadores) devem cair 2% em unidades e crescer 7% em valor.

O movimento mostra que os consumidores têm demorado mais para trocar os aparelhos, mas mostrado disposição em pagar mais pelas novidades, segundo a IDC. “Vemos que há uma estabilização do mercado, sem um crescimento muito forte nas compras, mas as pessoas têm aceitado pagar mais por novas funcionalidades”, apontou o analista Reinaldo Sakis, durante coletiva de imprensa.

Ele observou que o valor médio de cada aparelho tem subido em decorrência das melhorias operacionais. Para este ano, por exemplo, está prevista a chegada de smartphones com preços na casa de R$ 10 mil no País. Além disso, esses aparelhos sofreram a influência da valorização do dólar frente ao real, o que elevou o custo de itens importados nos últimos trimestres.

O IDC divulgou nesta terça um conjunto de projeções para o mercado de tecnologia da informação. O segmento de internet das coisas – que permite a comunicação entre máquinas – deverá movimentar investimentos de US$ 745 bilhões ao redor do mundo em 2019, com potencial para ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em 2022, puxado, principalmente, por aportes do setor industrial e de varejistas. No Brasil, a estimativa é que o setor tenha aportes de US$ 9 bilhões neste ano, impulsionados pelas aplicações no agronegócio (monitoramento de safra, por exemplo), na saúde e na prestação de serviços públicos.

A consultoria ponderou que a evolução regulatória caminha lentamente no País, sendo que o plano nacional de internet das coisas aguarda sanção da Presidência da República há mais de um ano, enquanto o projeto de lei que simplifica a tributação das aplicações desse mercado continua em tramitação no Congresso. Com a conclusão da regulamentação e o avanço dos incentivos, o setor pode movimentar muito mais investimentos, observou a consultoria.

O mercado de gestão de dados – chamado pelo jargão de “big data & analytics” – deve movimentar US$ 4,2 bilhões em 2019 no Brasil, o que representa um crescimento de “um dígito alto”, segundo a consultoria. O IDC avaliou que as empresas têm mostrado dificuldade para fazer uma gestão de dados eficiente e tirar proveito de ferramentas como acompanhamento de performance ou alerta de produtividade, por exemplo. Segundo a consultoria, apenas 13,8% das empresas têm como prioridade expandir sua capacidade de tirar proveito de dados coletados no mercado para criar ou incrementar as fontes de receitas.

No setor de inteligência artificial, a projeção do IDC é que os investimentos cheguem a US$ 52 bilhões. No Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas já têm inteligência artificial entre as principais iniciativas de tecnologia da informação, patamar que deve dobrar nos próximos quatro anos. Por aqui, as áreas com maior potencial de crescimento da inteligência artificial são aqueles ligados a atendimento a clientes, análise e investigação de fraudes e diagnósticos e tratamento de saúde.

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