As vendas de medicamentos genéricos cresceram 41,1% de julho a setembro de 2007 ante igual período do ano passado, totalizando US$ 401,1 milhões em vendas. Foi o melhor terceiro trimestre da história da indústria de medicamentos genéricos no País desde 2001, quando a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) iniciou a pesquisa. Segundo a entidade, no acumulado de janeiro a setembro, o segmento já movimentou US$ 1,083 bilhão em vendas, montante superior ao acumulado de 2006.

Segundo a pesquisa da Pró Genéricos, de julho a setembro de 2007 foram comercializados 60,6 milhões de unidades de genéricos no Brasil, ante 51,4 milhões em igual período de 2006 – avanço de 18%.

No conjunto da indústria farmacêutica, as vendas totais de medicamentos no País somaram US$ 3,1 bilhões no terceiro trimestre contra US$ 2,5 bilhões no mesmo intervalo de 2006. A pesquisa revelou que foram comercializadas 388,3 milhões de unidades de medicamentos no mercado nacional de julho a setembro de 2007 ante as 371,8 milhões no mesmo período do ano passado.

Motivos

O diretor executivo da Pró Genéricos, Odnir Finotti, apontou o crescimento da massa salarial e do rendimento médio das famílias como os principais motivos que alavancaram o crescimento do mercado. "Com mais recursos disponíveis, o mercado cresce", disse.

A participação de mercado dos genéricos em unidades encerrou o trimestre em 16,6%, recorde da categoria, segundo a Pró Genéricos. De julho a setembro de 2006, o segmento tinha uma participação de 14,2%. Em valores, também foi observado crescimento expressivo: a fatia passou de 11,4% setembro de 2006 para 13,4% no nono mês deste ano.

Segundo Finotti, as empresas do segmento devem alcançar 20% de participação no mercado farmacêutico brasileiro no próximo ano, antecipando meta de crescimento estabelecida para 2009. "Devemos encerrar 2007 próximo a 18% de participação de mercado em unidades", destacou.