As vendas das varejistas norte-americanas em dezembro foram um pouco mais fracas que o esperado, com crescimento de 3,1%, segundo cálculos divulgados hoje pela Thomson Reuters, que acompanha 28 empresas do setor. A previsão era de aumento de 3,4%, após a alta de 5,6% registrada em novembro.

Os resultados da Target e da Macy’s decepcionaram, com aumento de apenas 0,9% e 3,9% nas vendas, respectivamente, no conceito mesmas lojas, que inclui unidades abertas há um ano ou mais. Aeropostale teve queda de 5%. Outras varejistas, porém, surpreenderam. As vendas da JC Penney subiram 3,7%, acima da alta de 3,3% prevista, as da Saks cresceram 11,8%, ante estimativa de 3,9%, e as da Nordstrom aumentaram 8,4%, ante a previsão de 3,4%. A Abercrombie & Fitch teve ganho de 15%.

As varejistas parecem ter superestimado o ritmo dos gastos dos consumidores norte-americanos, em um momento em que a economia dos EUA segue fraca. Além disso, as vendas foram prejudicadas pelas nevascas que atingiram a Costa Oeste dos EUA antes do Natal e a Costa Leste logo após o feriado. Segundo a ShopperTrak, empresa que monitora o tráfego em shoppings, cerca de US$ 1 bilhão em vendas foi perdido por conta do mau tempo no período.

Com o dado geral sobre as vendas das varejistas abaixo do esperado, os números de dezembro podem não ser um bom sinal para 2011. “Os números sugerem que os consumidores vão permanecer cautelosos e muito conscientes sobre os aumentos nos preços”, afirmou Mark Montagna, analista da Avondale Partners.

A avaliação é feita em um momento no qual as varejistas enfrentam um crescimento dos custos do algodão e de outras matérias-primas – um novo fenômeno depois de décadas de preços estáveis ou em queda. Os consumidores e as varejistas também deverão ser prejudicados pelos maiores preços da gasolina. “Basicamente, o custo de toda a cadeia de suprimentos está aumentando”, disse Montagna. As informações são da Dow Jones.