São Paulo

(AE) – Apesar da queda na produção e nas vendas em junho, os fabricantes de motos apresentaram o melhor resultado de sua história no acumulado do primeiro semestre.

O recorde foi alcançado com um volume de 388.080 unidades comercializadas de janeiro a junho, total 8,7% maior do que o obtido nos primeiros seis meses de 2001, de 356.893 motos. Os números foram divulgados ontem pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo).

No mês de junho, entretanto, a instabilidade da economia provocou retração nas vendas. O volume comercializado, de 53.392 motos, foi 9,1% inferior ao mesmo mês do ano passado e 26,2% menor do que o de maio.

“As férias coletivas antecipadas de julho para junho, em razão dos atrasos provocados pela greve dos auditores da Receita Federal, além da Copa do Mundo e a instabilidade da economia foram os fatores responsáveis pela redução das vendas no mês”, afirmou o presidente da Abraciclo, Roberto Iquejiri.

Produção

A Honda, maior fabricante do País, e a Yamaha concederam 10 dias de férias coletivas aos seus funcionários no mês passado. Com isso, a produção de junho foi a menor do ano, totalizando 54.871 motos. Nos primeiros seis meses de 2002, no entanto, o total produzido foi recorde: 406.463 unidades, volume 15,6% maior do que o mesmo período de 2001.

Exportações

Diante dos resultados, a Abraciclo mantém os planos de produzir 860 mil motos em 2002, apesar da esperada queda na projeção de exportar 80 mil unidades este ano. “Será difícil atingir esse volume de exportação com a retração do mercado argentino, principal comprador das motos brasileiras até o ano passado”, afirmou Iquejiri.

A assinatura do acordo entre Brasil e México, entretanto deverá dar um novo impulso às vendas externas de motos brasileiras. Os fabricantes exportam hoje para América Latina e Caribe. Mesmo com a queda de 41,1 % das remessas no primeiro semestre, para 17.626 unidades, os resultados mensais demonstram que há uma tendência de recuperação das exportações, iniciada em abril. No mês passado, as vendas externas registraram crescimento de 6,2% em relação a maio, totalizando 3.711 motos.

Carros ficam encalhados

São Paulo

(AE) – As vendas de veículos das concessionárias para os consumidores voltaram a cair em junho, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que mede os resultados pelo Renavam (carros emplacados).

O volume comercializado de automóveis, veículos comerciais leves, ônibus, caminhões e máquinas agrícolas no mês passado somou 110,8 mil unidades, total 18,8% inferior ao de junho de 2001. Em relação a maio, a redução foi de 12%. No primeiro semestre, as vendas atingiram 721,8 mil veículos, resultado 14% menor que o dos primeiros seis meses do ano passado.

As vendas somente de veículos de passeio e comerciais leves somaram 101.197 veículos em junho, uma queda de 12,5% em relação a maio e de 20,3% na comparação com o mês do ano passado. De janeiro a junho, foram vendidas 667.120 unidades de automóveis e comerciais leves, volume 14,9% menor que o do mesmo período de 2001.

continua após a publicidade

continua após a publicidade