Economia

Varejo brasileiro cresce apenas 0,1% em maio com queda em supermercados

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O comércio brasileiro praticamente estagnou em maio, com crescimento de apenas 0,1% na comparação com abril, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (16). O resultado mostra uma recuperação lenta após a queda de 1,6% registrada no mês anterior. As informações são da Gazeta do Povo.

O principal motivo para o desempenho fraco foi a queda de 1,5% nas vendas de hiper e supermercados, o maior segmento do varejo. Também pesaram negativamente as vendas de equipamentos de informática e comunicação, além de outros artigos de uso pessoal e doméstico. Na comparação com maio de 2025, o varejo cresceu apenas 0,4%.

Alguns setores conseguiram crescer, mas não tiveram força suficiente para impulsionar o comércio. Livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 15,2%, seguidos por tecidos, vestuário e calçados (3,1%), móveis e eletrodomésticos (2,7%), artigos farmacêuticos (1,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,1%).

O varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado de alimentos, teve desempenho ainda pior. O indicador caiu 0,2% frente a abril e recuou 0,6% em relação a maio de 2025, pressionado pela queda de 7,7% no atacado especializado de alimentos, bebidas e fumo e pelo recuo de 1,8% nas vendas de material de construção.

Apenas 11 dos 26 estados e o Distrito Federal registraram crescimento nas vendas do varejo na comparação com abril. O DF liderou com alta de 1,6%, seguido por Acre, Alagoas e Paraíba, todos com 1,5%. Já Rondônia e Roraima tiveram as maiores quedas, ambos com recuo de 3,4%.

Na comparação com maio de 2025, o comércio varejista avançou em 12 estados. Tocantins registrou o melhor resultado, com alta de 12,3%, seguido por Pernambuco (7,4%) e Santa Catarina (7%). São Paulo teve a maior queda no varejo ampliado, com recuo de 6,4%.

O desempenho fraco reflete um cenário econômico que vem reduzindo o ritmo do consumo das famílias. Com juros elevados, crédito mais caro e inflação pressionando itens essenciais, o consumidor passou a priorizar gastos básicos e adiar compras de maior valor, afetando principalmente os segmentos mais dependentes de financiamento.

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