O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira (14) que a quantidade de novos empregos gerados no País em 2007 pode superar o recorde histórico apurado em 2004, ano em que 1.523.276 vagas com carteira assinada foram criadas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De janeiro a agosto 1.355.824 novos empregos foram criados no Brasil.

"Ainda temos setembro, outubro e novembro, considerando que em dezembro temos dispensa de trabalhadores temporários. Mas eu acredito que se não batermos 2004, vamos ficar muito próximos dele", disse Lupi, após a divulgação dos dados do Caged. A expectativa do Ministério é que o ano se encerre com a geração de algo entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de novos empregos. "Ainda acho que batemos o recorde de 2004. Como sou otimista, continuo insistindo", acrescentou.

Na avaliação do ministro, os resultados positivos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006 e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto, divulgados nesta sexta-feira, são conseqüências do acerto da política econômica seguida pelo governo do presidente Lula. "Eu avalio que isso é uma conseqüência e uma comprovação da política econômica acertada que o governo Lula tem feito, ao manter a estabilidade da inflação, não deixá-la corroer o salário dos trabalhadores e implementar uma política de investimento público e crescimento econômico fortes", afirmou.

Setores

De janeiro a agosto, todos os setores tiveram crescimento no estoque de emprego formal, segundo dados do Caged. O segmento de serviços apresentou alta de 3,83%, com 424.671 novos postos de trabalho gerados, o terceiro maior saldo para o período. No acumulado do ano, o setor lidera a geração de empregos no País.

No mesmo período, a indústria da transformação teve um aumento de 5,68%, com 367.904 novas vagas, resultado superado apenas por 2004. O comércio alcançou uma alta de 2,61%, com 161.160 novos empregos, o terceiro melhor resultado da série histórica da pesquisa. A construção civil alcançou o melhor resultado de toda a série histórica do Caged, com alta de 10,56% e 142.743 novas vagas. A agropecuária teve elevação de 14,96% no número de vagas com 215.617 novos empregos gerados no período.

Em agosto, o estoque de empregos gerados pelo setor de serviços teve alta de 0,51%, indústria, 0,58%, comércio, 0,57%, e construção civil, 1,79%. O setor que gerou mais empregos em agosto foi o de serviços, com 58.954 novas vagas, seguido por indústria da transformação, com 39.399 vagas, comércio, com 36.188 postos de trabalho, e construção civil, com 26.276 empregos gerados. Segundo Lupi, a queda registrada em agropecuária no mês de agosto, de 1,83%, foi puxada pelo fim da safra do café.

Estados

São Paulo gerou 59.049 empregos em agosto, quase metade do total das 133.329 novas vagas criadas no País em agosto, resultado inferior apenas ao registrado no mesmo mês de 2004 (66.410). No acumulado do ano, o Estado também é o maior gerador de empregos, com 604.631 novas vagas criadas. Em agosto, o estoque de emprego formal também cresceu nas principais regiões metropolitanas. A alta foi de 0,64%, ou 75.649 vagas, recorde para o mês na série histórica do Caged. No interior, a alta no estoque foi de 0,18%, com 19.795 vagas, mas não foi generalizada, com registros de queda em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, Estados em que o setor de agropecuária foi afetado por fatores sazonais.