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Economia

Usina Fundão começará a funcionar em junho

  • Por Redação O Estado Do Paraná

Foto: Divulgação/Copel

Vista da tomada de água da Usina Fundão, no rio Jordão.

A Usina Fundão, hidrelétrica de 120 megawatts que está sendo construída pela Copel no rio Jordão, região central do Paraná, começa a gerar energia em junho com a entrada em operação comercial da primeira de suas duas unidades geradoras de 60 megawatts. A programação antecipa em mais de 30 dias o prazo fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o funcionamento do primeiro grupo gerador da nova usina. A operação da segunda unidade está prevista para agosto, mais de dois meses antes da data estabelecida pela Aneel. Junto com ela, começa a operar também a PCH (Pequena Central Hidrelétrica) incorporada à barragem, com 2,5 megawatts.

?Podemos atribuir a antecipação dessas datas de cronograma aos ganhos de eficiência decorrentes da experiência acumulada na construção da Usina Santa Clara, obra muito parecida com a de Fundão?, explica Sérgio Lamy, presidente da Elejor – Centrais Elétricas do Rio Jordão, subsidiária da Copel que detém a concessão do aproveitamento.

Segundo Lamy, a barragem da usina principal deverá estar pronta na metade de abril, permitindo que o rio Jordão seja represado no final do mês para formar o reservatório, um lago com pouco mais de 2 quilômetros quadrados de superfície.

Complexo

Junto com Santa Clara, a Usina Fundão integra um complexo energético com quase 250 megawatts de potência, o suficiente para suprir o consumo de uma população de 600 mil pessoas, e que absorve investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões.

O conjunto é formado por duas usinas principais: Santa Clara, que já opera há quase um ano, e Fundão, cada qual com 120 megawatts de potência, e mais duas pequenas centrais incorporadas às respectivas barragens. A de Santa Clara, já em operação, tem 3,6 megawatts de potência. Toda energia produzida nas usinas principais é adquirida pela Copel para atendimento ao seu mercado.

A Elejor, empresa que em junho de 2001 arrematou em leilão da Aneel a concessão para a construção e operação das usinas do complexo energético do rio Jordão, transformou-se numa subsidiária da Copel em outubro de 2004, depois que a estatal elevou para 70% sua participação na sociedade com a compra dos 30% das ações que eram propriedade da Triunfo Participações. Os 30% restantes pertencem à Paineiras Participações.

As obras

Os trabalhos no canteiro de obras da Usina Fundão seguem em ritmo acelerado e entram na fase final antecipando largamente os prazos estabelecidos no contrato de concessão firmado com a Aneel.

A construção da barragem, estrutura em concreto compactado com rolo que vai represar o rio Jordão, está com 93% dos volumes previstos já executados e deve estar concluída em duas semanas. O maciço tem 446 metros de comprimento na crista e altura máxima de 42,5 metros, o equivalente a um edifício de 14 andares. Nela estão sendo usados 160 mil metros cúbicos de concreto.

A escavação do túnel de adução já foi concluída e, no momento, estão sendo terminados os trabalhos de correção de falhas geológicas com aplicação de concreto projetado. Este túnel tem 3.670 metros de comprimento, 11,6 metros de largura e 8,2 metros de altura: ele conduzirá a água do reservatório até a câmara de carga, espécie de reservatório auxiliar que garante a manutenção de condições normais de pressão e equilíbrio a todo o conjunto. As obras na câmara de carga já alcançam 80% de execução.

A tomada d?água, estrutura operável por meio de comportas onde é captada a vazão que irá girar as turbinas, está em fase de acabamento. Os dois túneis verticais de 72 metros de altura e 5 metros de diâmetro estão terminados, enquanto os túneis sub-horizontais acham-se quase concluídos, faltando revestir um pequeno trecho com concreto. Esses túneis têm cerca de 5 metros de diâmetro e parte da sua extensão (123 metros) é revestida com concreto e outra (66 metros) blindada em aço para suportar a alta pressão da água.

As obras civis na casa de força estão 95% executadas, restando alguns acabamentos. A primeira unidade geradora está em fase final de montagem e começa a ser testada em maio. A montagem do segundo conjunto já foi iniciada. (AEN)

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