A liberação das compras de carne de aves brasileiras pelo Uruguai foi confirmada na sexta-feira (6), encerrando a última barreira comercial que atingia todo o país. O veto, porém, continua valendo para produtos de Santa Catarina, que ainda enfrenta restrições de dez nações. As informações são da Gazeta do Povo.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estima que as barreiras em vigor representam impacto potencial de 15 mil toneladas mensais de produtos avícolas, cerca de 3% da média mensal exportada pelo Brasil, que gira em torno de 500 mil toneladas.

Origem das restrições e países envolvidos

As limitações começaram em outubro, após a identificação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense. Inicialmente, Uruguai, México e Malásia impuseram restrições a todo o território nacional, com diferenças nos produtos e condições de entrada.

O México suspendeu carne de aves, miúdos, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves vivas. O Uruguai proibiu temporariamente entrada e trânsito de aves suscetíveis à doença e seus derivados, exceto mercadorias com tratamentos capazes de inativar o vírus. A Malásia reconheceu posteriormente a regionalização sanitária e limitou as restrições a Santa Catarina.

Países que mantêm barreiras

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Entre as nações que ainda bloqueiam produtos catarinenses estão China, Chile, Peru, Turquia, Paraguai e Uzbequistão. Também há medidas dos integrantes da União Econômica Eurasiática: Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta principalmente aves e pode provocar problemas respiratórios, digestivos e neurológicos, além de elevada mortalidade nos plantéis. O controle exige medidas de biossegurança, vigilância epidemiológica e restrição à circulação de animais e produtos das áreas afetadas.

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