Os três grupos que já haviam manifestado interesse na Embratel, maior operadora de telefonia de longa distância do país, entregaram propostas firmes de compra ontem.

O fundo de pensão da Embratel, Telos, associou-se com um “banco de grande porte internacional” na disputa. A gigante mexicana das telecomunicações Telmex também fez uma oferta, assim como o consórcio formado pelas operadoras de telefonia local -Telemar, Telefônica e Brasil Telecom – em parceira com a Geodex.

As informações foram divulgadas por fontes próximas ao processo, mas nenhum grupo se manifestou oficialmente. Também não foram mencionados os valores que cada grupo ofereceu pelo controle da Embratel.

Em 1998, a norte-americana MCI pagou US$ 2,3 bilhões por 52% do capital votante da empresa brasileira. Os valores mencionados atualmente por especialistas têm sido bem inferiores.

A expectativa do mercado de capitais é de que a Telmex, que possuía em julho US$ 1,7 bilhão em dívida da MCI, arremate a companhia brasileira. O grupo mexicano é também o que enfrenta menos restrições regulatórias, pois atua apenas na telefonia móvel no Brasil.

Uma das fontes que acompanha o negócio afirmou que se espera para breve uma manifestação da MCI sobre as ofertas apresentadas, o que não significa uma definição do comprador, necessariamente.

Como a MCI está em concordata, ela pode repetir o procedimento utilizado na venda da AT&T Latin America, quando o juiz do processo nos Estados Unidos optou por um leilão entre as ofertas finalistas. Outra opção, segundo a fonte, é que a MCI só defina o vencedor depois de sair da concordata, o que deve ocorrer em abril, segundo a empresa norte-americana.

Desde a última sexta-feira, quando surgiram notícias de que a Telmex faria uma oferta pela Embratel, as ações ordinárias da companhia brasileira dispararam 23%, com a expectativa de que a disputa será acirrada. Os donos de ações ordinárias têm direito a vender suas ações por 80% do valor pago à MCI pelo controle da Embratel, segundo a Lei das S.A.