Os motoristas e cobradores do sistema de transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana ficaram, ontem, mais perto de uma nova greve. Encontro marcado para a Delegacia Regional do Trabalho, para discutir reajuste salarial para a categoria, de 15%, deu em nada, porque não compareceram os representantes da Comec – Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba) que deveriam participar da reunião.

O aumento salarial está “intimamente” ligado a um novo aumento na tarifa do transporte coletivo, já admitida pela Urbs – empresa gerenciadora do transporte coletivo da capital e de linhas interligadas. Porém, a ausência da Comec estaria impossibilitando a continuidade das negociações. O Sindicato patronal espera um posicionamento da entidade, de que também reajustaria a tarifa, para garantir o reajuste salarial. “Sem aumento de tarifa na capital e na região metropolitana, não podemos dar aumento salarial a todos os motoristas e cobradores do sistema”, disse ontem um dirigente empresarial.

Uma nova rodada de negociações na DRT deve acontecer na semana que vem. Enquanto isso, trabalhadores, empresários e a própria DRT negocia a participação da Comec nas discussões.

A Urbs já admite um reajuste na tarifa – atualmente de R$ 1,50 – para no mínimo R$ 1,70. Não há data para esse aumento entrar em vigor, mas pode acontecer a qualquer momento. A Comec, por sua vez, justifica a ausência das reuniões com a necessidade de aprofundar estudos sobre a necessidade – e oportunidade -de um aumento na tarifa do transporte da região metropolitana.

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus de Curitiba e RM, Denilson Pires disse ontem que a categoria “vai dar esse tempo que a DRT pediu”.