Os resultados do emprego industrial de julho refletem o maior ritmo da atividade industrial do primeiro semestre deste ano, segundo observou o economista André Macedo, da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Macedo observou também que as atividades que têm mostrado maior expansão no número de ocupados são aquelas que vêm se destacando na produção, como meios de transporte (8,2% em julho ante igual mês de 2006, inclui indústria automobilística, aviões, caminhões) e produtos de metal (8,4%, influenciados pelo bom desempenho da construção civil).

Por outro lado, segmentos que vêm mostrando fraco desempenho na produção, que são mais empregadores, prosseguem reduzindo a ocupação, como é o caso de vestuário (-4,7%) e madeira (-9,4%). No entanto, Macedo ressaltou que esses setores já iniciaram, ainda que suavemente, uma trajetória de recuperação.

Ele avalia que a acomodação registrada na produção industrial em julho, se vier a refletir nos dados do mercado de trabalho, isso ocorrerá nos próximos meses. Mas, de acordo com Macedo, como os resultados de julho, no que diz respeito à atividade, foram considerados "pontuais", talvez não tragam conseqüências de acomodação para o mercado de trabalho.

No que diz respeito à folha de pagamento da indústria, que mostrou crescimento em todas as bases de comparação em julho, em grande parte dos setores e regiões, Macedo explica que a massa salarial do setor tem impacto positivo da recuperação dos salários, do aumento da ocupação e do ganho real gerado pela inflação em baixos patamares.