Os cerca de 2,9 mil funcionários das empresas de transportes de valores do Paraná devem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de hoje. Ontem eles tentaram negociar com os patrões em uma reunião na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), mas não chegaram a um acordo. Com a paralisação, a previsão da Federação dos Vigilantes do Estado do Paraná é que os caixas eletrônicos fiquem desabastecidos já no final de semana. A categoria transporta em torno de R$ 40 milhões por dia em todo o Estado.

?Durante a audiência de conciliação eles falaram que não tinha nenhuma proposta para apresentar. Só garantiram a data-base, que termina amanhã (hoje), por 30 dias?, explicou o presidente da federação, João Soares. Em função disso eles vão cruzar os braços.

A categoria reivindica a reposição da inflação (cerca de 3%), o aumento do vale-alimentação de R$ 11 para R$ 15 por dia e, principalmente, o aumento do adicional de risco de morte de 24% para 30% do piso da categoria (R$ 1.080). Já os trabalhadores das salas de valores pedem ainda que seja fixado o piso mínimo de R$ 700 para a categoria. ?Hoje as empresas pagam quanto querem?, explicou Soares. Segundo o presidente da federação, as empresas querem dar apenas 2,5% de aumento.

Soares prevê adesão de quase 100% dos funcionários de todo o Paraná. Os maiores prejuízos com a paralisação são o desabastecimento dos caixas eletrônicos (mesmo os que ficam nas agências) e o excesso de dinheiro nos caixas do comércio. Alguns serviços das agências bancárias, como compensação de cheques, também vão ficar prejudicados.

A reportagem do O Estado tentou contato com o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Valores do Estado do Paraná, Gerson Pires, porém foi informada que ontem ele não poderia atender.