Rio – Atrasada em mais de dois anos no cronograma inicial para implementar seu programa de renovação da frota, a Transpetro está com um dedo no gatilho para disparar no mercado uma nova encomenda de mais 20 navios petroleiros, com investimentos previstos em torno de US$ 2 bilhões. Inicialmente, o previsto era um novo lote de 16 navios, mas foram acrescentados mais um de etanol e outros petroleiros de grande porte.

Para o presidente da empresa, Sérgio Machado, uma segunda fase deve correr mais rápida do que a primeira, quando houve resistência por parte da indústria nacional ao aceitar a licitação da primeira fase – num valor total de US$ 2,4 bilhões -, que contou com estaleiros que ainda estavam somente no papel. Dessa primeira etapa, apenas a metade, referente a 10 navios, teve contrato assinado e outros nove efetivados em cerimônia no próximo dia 11 no Rio, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

?Fui chamado de lunático ao lançar uma encomenda tão grande e aceitar na concorrência consórcios que não existiam nem mesmo no papel. Hoje temos estaleiros sendo construídos, reformados e ampliados; uma indústria naval ressuscitada, e um futuro promissor?, disse, garantindo que a meta da Transpetro é elevar os atuais 17% de participação da frota própria no transporte de cargas da Petrobras para o máximo possível. ?Queremos que a frota nacional chegue a 50% do transporte de longo curso e 100% da cabotagem?, programa Machado.