A paralisação de um dia em todas as 47 plantas da Volkswagen do mundo foi uma das propostas discutidas ontem por líderes sindicais metalúrgicos da Grande Curitiba, do ABC e de São Bernardo. Eles se reuniram em São Bernardo-SP para discutir estratégias de mobilização. Foram tomadas várias decisões.

Já a partir da semana que vem, será realizada uma campanha nacional contra as horas extras. Os funcionários também pretendem se negar a trabalhar para formar estoques de carros. Já a proposta da paralisação mundial será levada ao encontro mundial de trabalhadores da Volkswagen, que ocorre na semana que vem em Wolfsburg – Alemanha, nos dias 08 e 09 de maio. O encontro mundial deve reduzir o ritmo da discussão no Brasil até quarta-feira.

?Não vamos aceitar negociar demissões em massa nem flexibilizar direitos?, declara Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). Ele afirma que não estão descartadas paralisações, protestos e greves em nível nacional. Todas as ações serão orquestradas nacionalmente, de forma articulada.

União de sindicatos e trabalhadores

As ações dos sindicatos e comissões de fábrica (organização interna de trabalhadores) serão unificadas. Há quatro mil trabalhadores na planta de São José dos Pinhais/PR, cinco mil em Taubaté/SP, 12 mil em São Bernardo do Campo, 500 em Resende (mais 2,5 mil fornecedores) e 500 em São Carlos/SP. No mundo, são 47 plantas em 19 países, totalizando 345.000 trabalhadores.