Os trabalhadores mantêm as instalações da Iesa Óleo e Gás em Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, sob ocupação desde terça-feira, 9, para pressionar a empresa e suas contratantes, a Petrobras e o consórcio Tupi/BV, a quitar saldos de salários não pagos desde o início de novembro, 13º salário, férias proporcionais e verbas rescisórias.

“O pessoal está acampado dentro do refeitório e, em sistema de revezamento, se alimenta e dorme no local, em vigília permanente, que continua pelo menos até a próxima terça-feira”, relatou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas Jorge Luiz Silveira de Carvalho.

Na terça-feira, 16 de dezembro, haverá uma reunião de conciliação na Justiça do Trabalho que pode definir quem pagará as indenizações aos 950 trabalhadores desempregados depois de a Petrobras ter rescindido o contrato com a Iesa para fornecimento de módulos para plataformas de exploração do petróleo do pré-sal em 18 de novembro.

A empresa, que está entre as investigadas pela operação Lava Jato e é ligada ao Grupo Inepar, em recuperação judicial, vinha tendo dificuldades para pagar fornecedores e funcionários havia um ano. O contrato com a estatal era de US$ 800 milhões.

Após a rescisão do contrato, uma decisão judicial colocou os trabalhadores em licença remunerada até um acordo que garanta as verbas rescisórias. A Justiça chegou a bloquear bens da empresa e da Petrobras, no valor de R$ 30 milhões, mas a decisão foi revertida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.