Depois de forte volatilidade, em alguns momentos, excessiva, o mercado financeiro brasileiro “se acalmou um pouquinho”, disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Mas ele ressaltou a jornalistas na tarde desta sexta-feira, 9, ao ser questionado sobre o uso das reservas internacionais brasileiras para conter a disparada do dólar, que “nenhum instrumento está fora do alcance do BC” para intervir no mercado de câmbio.

“Temos visto nível de volatilidade alto, um pouco menor nas últimas semanas, mas bastante alto nos últimos meses”, disse Tombini. “Houve um certo exagero. Não gosto de fazer julgamentos sobre movimentos de mercado, mas naquele momento havia um movimento exagerado tanto em câmbio como em juros”, completou.

O BC, junto com o Tesouro e a Fazenda, destacou Tombini, deixou claro que atuou para reduzir excesso de volatilidade no câmbio e nos juros e ainda assegurar que esses mercados têm funcionalidades mesmo nos momentos de maior estresse, “que não é o caso agora, mas foi o caso há um par de semanas”.

Apesar do aumento do nervosismo, o presidente do BC disse que não tem havido fuga de capitais do Brasil. “Não temos investidor estrangeiro procurando a porta de saída. Ao contrário, recebemos quase US$ 10 bilhões do começo do ano até agora”, afirmou.