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Foto: Valquir Aureliano

TIM ganhou mais usuários.

Rio – A TIM Participações, que detém a operadora de telefonia móvel TIM, registrou prejuízo líquido de R$ 19,465 milhões no primeiro trimestre deste ano, volume 80,8% menor frente a igual período de 2006. A receita líquida subiu 37,6%, para R$ 2,843 bilhões. Os custos da operação totalizaram R$ 2,179 bilhões, com alta de 46,1%.

O ganho antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 664,052 milhões no trimestre, volume 15,7% maior no comparativo com o mesmo intervalo do ano passado, quando ficou em R$ 573,871 milhões. A margem Ebitda (relação entre receita líquida e Ebitda) recuou de 27,8% para 23,4% no período. O Ebit (resultado líquido de exploração) somou R$ 81,786 milhões, com alta de 128%. A perda financeira líquida caiu 28,9%, para R$ 63,255 milhões.

Embora tenha registrado aumento de sua base de assinantes, totalizando 26,3 milhões ao final do primeiro trimestre deste ano, e alta de um ponto porcentual na clientela do sistema pós-pago, a receita média por assinante da TIM Participações cedeu, quando considerado o novo sistema de cobrança nas chamadas.

Arpu

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O Arpu, que é a receita média por usuário, totalizou R$ 34,4 no primeiro trimestre, abaixo dos R$ 35,2 de igual intervalo de 2006. Esse valor do ano passado já considera o efeito positivo do Bill & Keep, sistema por meio do qual cada empresa de celular passa a pagar os custos de interconexão sobre cada chamada local para a outra operadora. Sem considerar esse sistema de cobrança, o Arpu do ano passado seria de R$ 29,9, o que traduziria um aumento de 15% em um ano.

A base de clientes da TIM Participações cresceu 25,2% em relação aos três meses iniciais de 2006, para 26,3 milhões, alcançando 25,8% de participação de mercado (alta de 2,3 pontos porcentuais sobre o primeiro trimestre de 2006). As adições líquidas, portanto, totalizaram 896,221 milhões de usuários nos meses que abriram 2007, 5,8% maior que o de um ano atrás.

Disputa

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No fim de abril, a Telefónica anunciou em Madri a compra do grupo controlador da Telecom Italia. Dona da Telefônica, empresa de telefonia fixa de São Paulo, a espanhola divide com a Portugal Telecom o controle da operadora Vivo, líder no mercado celular no Brasil. A Telecom Italia, por sua vez, participa do bloco de controle da Brasil Telecom (BrT) e é dona da TIM celular, segunda colocada no ranking de celulares. Com o negócio na Europa, o grupo ficará com 54% do mercado de celulares no Brasil.

O negócio tende a tumultuar o quadro de telecomunicações nacional. ?O mercado vai ficar mais embolado. Caberá ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a manifestação acerca dos impactos dessa compra?, disse Alberto Guth, sócio do Angra Partners, gestor de participações dos fundos de pensão estatais e do Citibank na Brasil Telecom e na Telemig e Amazônia Celular.