Economia

Tesouro Nacional recompra títulos públicos para conter instabilidade

Uma imagem de close-up foca nas mãos centralizadas de uma feirante de meia-idade e de um cliente idoso em uma feira de rua brasileira ao ar livre e movimentada. A feirante, com um avental floral, está colocando várias notas de Real brasileiro usadas de várias denominações (visíveis, mas ligeiramente desfocadas) diretamente na palma aberta e envelhecida do cliente. Suas mãos estão entrelaçadas, centralizadas na composição. A feirante olha para a transação com um sorriso gentil, enquanto o cliente idoso olha com uma expressão de satisfação. O fundo é um borrão quente e vibrante de atividades do mercado, barracas desfocadas com frutas e vegetais, outras pessoas e a luz do sol da tarde. A fotografia documental e autêntica tem grãos visíveis e profundidade de campo muito rasa, focando apenas no dinheiro e no ponto de contato das mãos. A iluminação é natural e quente.
Dinheiro Real mudando de mãos: Uma transação de mercado de rua captura o fluxo diário e a interação humana do comércio local. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

O Tesouro Nacional vai recomprar Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) com vencimentos em 15/08/2030, 15/05/2035, 15/08/2040 e 15/05/2045. O anúncio foi feito nesta terça-feira (27). As informações são da Agência Brasil.

O edital com as condições do leilão de recompra será divulgado no site da instituição. A medida foi autorizada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Ao comunicar o novo leilão, a Secretaria do Tesouro também anunciou o cancelamento do próximo leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Conhecidas como Tesouro Selic, as LFTs são títulos públicos de renda fixa indexados à Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.

Ontem (26), um dia após o segundo turno das eleições gerais, o Tesouro Nacional recomprou mais de R$ 14,8 bilhões em títulos públicos. A disputa à Presidência da República foi vencida pelo candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

A recompra dos títulos públicos é uma medida extraordinária adotada para corrigir eventuais instabilidades verificadas no mercado, como as registradas nesta segunda-feira.

Durigan classificou as oscilações como variações decorrentes do ajuste de expectativas frente ao resultado das eleições. O ministro disse a jornalistas, em Brasília, que a recompra dos títulos seria anunciada na medida em que estivessem colocadas as condições e a necessidade do governo federal de fazer uma intervenção.

O mercado estava apostando em um determinado candidato, mas o presidente Lula conseguiu uma vitória histórica, segundo o ministro. Neste contexto, é natural que uma troca de posições cause um desarranjo temporário no mercado, afirmou.

Durigan demonstrou confiança na retomada da racionalidade de mercado. Ele disse esperar que o nível de racionalidade seja mantido, sem grandes oscilações.

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