As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet bateram recorde para meses de maio, com R$ 10,22 bilhões em papéis vendidos. O valor é 19,46% maior do que em abril e 48,98% superior a maio do ano passado. O crescimento foi impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva, que funciona como as caixinhas de bancos digitais. As informações são do Tesouro Nacional.

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Os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados aos juros básicos, com participação de 54,5% nas vendas. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,05 bilhões, enquanto o Tesouro Reserva alcançou R$ 1,52 bilhão. O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic, que está em 14,25% ao ano.

Os papéis corrigidos pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), corresponderam a 22,5% do total. Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 16,1%. O Tesouro Renda+, destinado ao financiamento de aposentadorias, respondeu por 5,3% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado para financiar poupança para o ensino superior, atraiu apenas 1,6%.

Estoque total cresce 42,53% em 12 meses

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 251,01 bilhões no fim de maio, alta de 3,61% em relação ao mês anterior e de 42,53% em relação a maio de 2025. Esse aumento ocorreu por causa da correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 6,06 bilhões no último mês.

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O número total de investidores atingiu 35.591.801, com 267.136 novos participantes em maio. Nos últimos 12 meses, o número acumula alta de 9,53%. O total de investidores ativos, com operações em aberto, chegou a 3.592.215, aumento de 19,19% em 12 meses.

Pequenos investidores dominam operações

As vendas de até R$ 5 mil corresponderam a 78,1% do total de 1.192.100 operações ocorridas em maio. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 54,7%. O valor médio por operação atingiu R$ 8.570,70.

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Os investidores estão preferindo papéis de curto prazo. As vendas de títulos de até cinco anos representam 46,6% do total. As operações com prazo entre cinco e dez anos correspondem a 34,4%. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 19% das vendas.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a B3, a bolsa de valores brasileira, descontada nas movimentações dos títulos.