O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União deste ano já começa a se refletir na desaceleração do ritmo de pagamento de investimentos pelo governo federal no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2010. Além disso, os desembolsos feitos no primeiro trimestre ainda se referem a pagamentos de compromissos contraídos no governo anterior.

Segundo resultado do Tesouro Nacional, divulgado hoje, o pagamento de investimentos de janeiro a março somou R$ 10,4 bilhões ante R$ 9,5 bilhões contabilizados no mesmo período de 2010, o que representa uma expansão de 9%. Esses desembolsos, no entanto, foram bem maiores no primeiro bimestre, quando os pagamentos cresciam 25% ante os dois primeiros meses de 2010.

“O crescimento menor tem a ver com a base de comparação. Mas não é uma tendência. Ao longo do ano, teremos um aumento”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Ele explicou ainda que as despesas do governo, como os investimentos, em janeiro e fevereiro refletiam, principalmente, pagamento de compromissos assumidos no governo anterior. Em março, ainda conforme Augustin, esse efeito foi reduzido.

Considerando apenas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), também houve uma desaceleração nos pagamentos, que se referem principalmente a compromissos assumidos pelo governo anterior. No primeiro bimestre, os pagamentos do PAC somaram R$ 3,468 bilhões – um crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2010. No acumulado do trimestre, no entanto, o aumento foi de 35%.