O presidente Michel Temer admitiu nesta quinta-feira, 11, que pediu ao relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), que “negocie o que for necessário” com os parlamentares, desde que seja mantido “o corte fundamental, que é a história da idade mínima”.

Segundo o presidente, após as mudanças que foram feitas durante a tramitação da reforma na Comissão Especial da Câmara, chegou-se ao “ponto ideal”. “Qualquer modificação agora não será bem recebida”. No entanto, Temer disse que é “obediente” ao que o Congresso fizer. “Quem promulga é o Congresso, eu confio no Congresso”, afirmou.

Temer, no entanto, deu a entender que não espera mais nenhuma modificação, porque, segundo ele, “todas as negociações já foram feitas”. “O relator percorreu todas as bancadas e recolheu todas as observações”, declarou.

Para o presidente, caso reforma não seja aprovada, é possível que seja necessário aplicar um novo imposto. Além disso, ao defender a proposta, Temer ressaltou que a reforma da Previdência é favorável aos mais pobres.